Ciclone bomba avança sobre o Brasil e coloca Sul em alerta; litoral de São Paulo pode sentir os efeitos

Um ciclone extratropical com características de ciclone bomba começou a atuar nesta quinta-feira (6), provocando alerta para temporais, ventos intensos e mar agitado em parte do Brasil. A Defesa Civil e os serviços de meteorologia acompanham a evolução do sistema, que deve afetar principalmente a Região Sul, mas também pode influenciar as condições do tempo no litoral paulista.

O fenômeno recebe o nome de ciclone bomba quando ocorre uma rápida queda da pressão atmosférica em seu centro, intensificando significativamente os ventos e aumentando o potencial para tempestades. Apesar do nome, trata-se de um processo meteorológico natural e diferente de um furacão.

Sul do Brasil concentra os maiores riscos

As previsões indicam que o Rio Grande do Sul será o estado mais afetado, com possibilidade de chuva volumosa, rajadas de vento superiores a 100 km/h em alguns pontos, queda de granizo e ressaca no litoral. Santa Catarina, Paraná e áreas do Mato Grosso do Sul também devem registrar mudanças bruscas no tempo.

Após a passagem do sistema, uma massa de ar frio deve provocar queda acentuada das temperaturas em boa parte do Centro-Sul do país.

Santos deve acompanhar a evolução

Embora o ciclone se forme sobre o oceano, próximo à costa da Argentina e do Uruguai, seus efeitos podem ser sentidos no litoral do Sudeste. Em Santos e demais cidades da Baixada Santista, os principais impactos podem incluir:

  • aumento da velocidade dos ventos;
  • ressaca marítima;
  • elevação das ondas;
  • possibilidade de alagamentos caso haja coincidência entre chuva intensa e maré elevada.

Até o momento, não há previsão de que Santos enfrente os mesmos impactos extremos esperados para o Sul do país, mas autoridades recomendam que a população acompanhe os boletins oficiais.

O que é um ciclone bomba?

O termo é utilizado quando um ciclone extratropical apresenta uma queda muito rápida da pressão atmosférica, intensificando o sistema em poucas horas. Esse processo favorece a formação de ventos muito fortes, chuvas intensas e mar agitado.

Meteorologistas destacam que esse tipo de fenômeno é relativamente comum durante o outono e o inverno na América do Sul, quando massas de ar quente e frio se encontram com maior intensidade.

Recomendações

As autoridades orientam a população a:

  • evitar áreas sujeitas a alagamentos;
  • não permanecer próximo de árvores, placas e estruturas metálicas durante ventos fortes;
  • evitar a prática de esportes e atividades no mar durante a ressaca;
  • acompanhar os avisos emitidos pela Defesa Civil e pelos órgãos oficiais de meteorologia.

Fontes:

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