Quem caminha pelos jardins da orla de Santos provavelmente já passou inúmeras vezes por ela. Com sua copa ampla, capaz de formar grandes áreas de sombra, o chapéu-de-sol se tornou uma das árvores mais marcantes da paisagem santista.
Conhecida cientificamente como Terminalia catappa, a espécie não é originária do Brasil. Sua presença natural está associada principalmente a regiões tropicais da Ásia e também da Oceania.
Mesmo tendo vindo de longe, encontrou em Santos condições favoráveis e acabou incorporada à identidade visual da cidade. Na orla, suas copas largas ajudam a amenizar a exposição ao sol para quem caminha, pratica atividades físicas ou simplesmente aproveita os jardins diante da praia.
A árvore também chama atenção pelo formato característico, que contribui para a aparência tão conhecida do calçadão santista. Outro detalhe interessante acontece ao longo do ano.
As folhas podem mudar de coloração antes de cair, apresentando tons avermelhados e amarelados. Seus frutos também são comestíveis e, em diferentes regiões do mundo, possuem usos tradicionais.
A resistência é outra característica importante para uma árvore plantada em uma cidade litorânea. A espécie consegue se desenvolver em ambientes tropicais e suporta condições que incluem temperaturas elevadas e exposição ao ambiente marítimo.
A presença dessas árvores também reforça a importância dos jardins da orla para Santos. O conjunto paisagístico é uma das principais marcas da cidade e possui grande valor turístico e ambiental.
Documentos municipais destacam os jardins da orla como uma referência histórica do paisagismo e um importante elemento da paisagem santista. É curioso pensar que uma árvore originária de outras partes do mundo tenha se tornado tão familiar para os santistas.
Para quem nasceu ou cresceu em Santos, o chapéu-de-sol praticamente faz parte do cenário da praia.Hoje, quando alguém se senta sob uma dessas árvores para descansar, talvez nem imagine a história por trás daquela sombra.
Ela veio de longe, mas encontrou em Santos um lugar para criar raízes — e acabou se tornando parte da imagem de uma das orlas mais conhecidas do Brasil.
Fonte: A Tribuna, com informações complementares sobre a espécie e os jardins da orla.