Imóveis de dois dormitórios atendem famílias, investidores e diferentes perfis de compradores na Baixada Santista

Os apartamentos de dois dormitórios vêm ganhando espaço no mercado imobiliário do litoral de São Paulo. Na Baixada Santista, esse tipo de imóvel atende desde casais e famílias menores até investidores, idosos e compradores interessados em uma segunda residência.
A configuração reúne características que ajudam a explicar a procura: oferece um cômodo adicional sem necessariamente alcançar o preço e a metragem de apartamentos maiores. O segundo quarto também pode ser utilizado como escritório, especialmente em uma realidade na qual o trabalho remoto passou a fazer parte da rotina de muitos profissionais.
Para aprofundar a leitura: Entenda por que imóveis novos custam tanto na Baixada e Quem está comprando todos esses apartamentos em Santos?.
Dois dormitórios atendem diferentes perfis
Levantamentos do mercado imobiliário na Baixada Santista mostram presença relevante das unidades de dois dormitórios entre os imóveis negociados. A procura não se limita a um único perfil de morador: o espaço adicional pode servir para filhos, visitas ou atividades profissionais dentro de casa.
O tamanho das unidades também varia. Há empreendimentos com plantas mais compactas e outros que oferecem suítes, varanda e áreas comuns mais completas. Dessa forma, dois apartamentos com o mesmo número de dormitórios podem atender públicos e faixas de preço bastante diferentes.

Verticalização transforma as cidades
A procura por apartamentos mais compactos também acompanha a verticalização de municípios como Santos e Praia Grande. Em áreas urbanizadas e valorizadas, novos empreendimentos procuram aproveitar melhor os terrenos e adaptar as plantas a famílias menores e novos hábitos de moradia.
Essa transformação vai além do interior dos apartamentos. A concentração de novos moradores em determinadas regiões aumenta a importância do planejamento da mobilidade, da drenagem, do saneamento e da oferta de serviços públicos.
Análise urbana — Sergio Martins
Na minha avaliação, o crescimento dos apartamentos de dois dormitórios ajuda a revelar uma mudança mais ampla na forma de morar. Famílias menores, custo elevado dos imóveis e novas formas de trabalho influenciam diretamente o tamanho e a organização das unidades residenciais.
Na Baixada Santista, é importante que o crescimento imobiliário seja acompanhado pela infraestrutura dos bairros. A construção de mais unidades aumenta a população residente e, consequentemente, a demanda sobre trânsito, drenagem, saneamento e serviços.
Sergio Martins é formado em Gestão Ambiental, com pós-graduação em Sustentabilidade e Políticas Públicas, e criador do canal Santos em Movimento no YouTube.
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