Novos aluguéis crescem 34% na Baixada Santista

O número de novos contratos de aluguel residencial na Baixada Santista cresceu 34,25% em julho de 2026 na comparação com junho. O levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) abrange os nove municípios da região e mostra maior participação dos apartamentos nas negociações.

O resultado mede a variação mensal da quantidade de contratos informados pelas imobiliárias consultadas. Portanto, não significa que os preços dos aluguéis tenham aumentado 34,25% no período.

Apartamentos concentram 64% dos contratos

Os apartamentos responderam por 64% das locações registradas em julho, enquanto as casas representaram 36%. Entre as casas alugadas, as unidades com dois dormitórios lideraram, com 54,2% dos contratos.

As casas de até um quarto corresponderam a 29,2%. Imóveis com quatro ou mais dormitórios tiveram participação de 12,5%, e os de três quartos ficaram com 4,2%. A pequena diferença na soma dos percentuais decorre do arredondamento dos dados divulgados.

Vista de Praia Grande com edifícios residenciais próximos à orla
Praia Grande aparece em segundo lugar na procura regional por locações, segundo o Creci-SP. Foto: Andressa Rafaela/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 2.0.

Faixa de R$ 2 mil a R$ 3 mil lidera

Os contratos com valor mensal entre R$ 2 mil e R$ 3 mil formaram a principal faixa do mês, com 35,9% das locações. Os aluguéis acima de R$ 3 mil vieram em seguida, com 23,4%.

Na sequência aparecem os contratos entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil, com 21,9%; de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil, com 10,9%; e de até R$ 1 mil, com 7,8%.

Esses números indicam a distribuição dos contratos por faixa de valor. Eles não representam o aluguel médio de cada cidade, nem permitem concluir, isoladamente, quanto os preços subiram em relação ao mês anterior.

Caução é a garantia mais utilizada

O depósito caução esteve presente em 78,7% dos contratos. O seguro-fiança respondeu por 16%, o fiador por 4% e os títulos de capitalização por 1,3%.

A caução costuma exigir o depósito antecipado de um valor definido no contrato e deve seguir as regras da Lei do Inquilinato. As condições, a devolução e eventuais descontos precisam estar claramente registrados entre as partes.

Santos lidera a procura na região

Segundo o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, Santos foi a cidade com maior procura e número de negócios de locação, seguida por Praia Grande e Guarujá.

A entidade avalia que a procura está acima da oferta disponível. Também aponta que a locação de temporada pode reduzir a quantidade de imóveis destinados a contratos residenciais permanentes em cidades turísticas.

Essa avaliação não substitui uma medição específica da oferta em cada município. Localização, estado de conservação, condomínio, proximidade de serviços e época do ano podem produzir diferenças relevantes de preço dentro da própria cidade.

Pesquisa é um retrato do mercado formal

O Creci-SP informa que consulta mensalmente mais de 1.500 imobiliárias em todo o Estado de São Paulo. O levantamento funciona como indicador das negociações realizadas pelas empresas participantes, não como um censo de todos os contratos particulares da Baixada Santista.

Por isso, a alta de julho deve ser lida como uma comparação mensal dentro da amostra pesquisada. Serão necessários os próximos relatórios para saber se o crescimento se mantém ou se houve influência sazonal das férias.

Fontes: Pesquisas de Mercado do Creci-SP e reportagem de A Tribuna, publicada em 12 de setembro de 2026.

Imagem destacada: edifícios residenciais na orla de Santos. Foto: Leguth Edson/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0.

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